Clésio Andrade

Clésio Andrade e sua luta pela educação dos caminhoneiros

Ao ganhar a eleição para presidente da CNT, Clésio Andrade não tinha ideia do desafio que encontraria pela frente. O ano era 1993, e a estrutura da Confederação Nacional do Transporte parecia da época da monarquia. Além disso, o descaso do poder público com quem ganhava a vida na estrada era chocante. Caminhoneiro e motorista de ônibus só prestava na hora do imposto de renda e eleição. O problema ia além das estradas esburacadas. Empenhado na luta pelo setor de transporte desde a década de 70, quando foi presidente da Cooperativa de Transportes Coletivos de Belo Horizonte, Clésio Andrade está empenhado há mais de 20 anos para mudar essa situação.

Clésio Andrade

O primeiro passo foi ganhar parceiros nessa luta, e depois de muita luta e viagens ao redor do Brasil, Clésio Andrade convenceu líderes regionais, empresários, jornalistas, políticos e presidentes de federações estaduais do transporte sobre a necessidade de ir além, de mudar de fato a vida do trabalhador. O objetivo era tirar o setor de logística do atraso, principalmente os motoristas, que em muitos casos sequer sabiam ler o básico para interpretar um informativo médico. Primeiro era preciso ensinar.

SENAT e SEST: A menina dos olhos de Clésio Andrade

Criado por chancela do presidente Itamar Franco, através da promulgação da lei número 8.706 em 14 de setembro de 1993, o Serviço Social do Transporte, o SEST, e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, o SENAT, viraram realidade. Milhões de brasileiros e brasileiras tiveram suas vidas afetadas por essa instituição.